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por_Ricardo Silva de_São Paulo
Céu

Larissa Luz, afro-baianidade 1

Tambores afro-baianos, música eletrônica e rock se fundem no original “Desmonte”, novo álbum de Larissa Luz, que chegou às plataformas no finalzinho de maio. Com produção de Danilo Panda e Ícaro Motta e participações de Áurea Semiseria e Zé Atunbí, o trabalho é o primeiro desde o EP “Fio Pavio”, que, por sua vez, havia sucedido ao disco de estreia “Trovão”, no qual essa cantora e compositora baiana já prenunciava a que vinha: fazer barulho e trazer um claro discurso político às suas obras.

Isso fica claro em faixas como “Acorda”, “Intensa”, “Fúria do Tambor”, “Sem Sal” e “Viola”, com reivindicações raciais, de gênero e de classe.

“Assim como os ritmos baianos, o rock também nasceu de uma matriz negra, mas foi embranquecido ao longo do tempo”, afirma Larissa, explicando que o álbum busca “aproximar a transgressão do rock às pulsações do corpo dos gêneros afro-baianos”.

Melly, afro-baianidade 2

Melly abriu os caminhos para seu segundo álbum de estúdio com o lançamento de “Me Livra de Todo o Mal”, single que chegou às plataformas digitais pela Som Livre e antecipa a atmosfera espiritual e introspectiva do novo projeto. Produzida por Iuri Rio Branco, a faixa combina elementos de R&B e da musicalidade afro-baiana para abordar proteção, autoconhecimento e fortalecimento interior. Na letra, versos como “encontrei o caminho de casa” e “meu patuá, meu escudo” traduzem o sentimento de reconexão pessoal que marca a canção.

Segundo a artista, o novo trabalho nasce do desejo de estimular o público a olhar para si e confiar na própria intuição. “Desta vez, a gente quer que o que faça sentido para o ouvinte seja a intuição, a proteção, o cuidado de si, aquela vontade de realizar o que você foi feito para fazer”, afirma Melly.

Destaque da nova música brasileira, a cantora baiana acumula reconhecimento nacional com o álbum “Amaríssima”, indicação ao Grammy Latino, e apresentações em festivais como Afropunk Bahia e MITA, além de parcerias com nomes como Karol Conká, Liniker e Anitta. Para esta última, compôs canções que brilham no mais recente álbum da carioca, “EquilibriVM", e você pode conferir mais na reportagem de capa desta edição.

Murilo Huff
Romulo Fróes

Dominguinho que é bom tem reprise

O projeto “Dominguinho” ganhou um novo capítulo em maio, com o lançamento de “Dominguinho vol. 2”, álbum que reúne João Gomes, Mestrinho e Jota.pê em mais uma gravação acústica no Centro Histórico de Salvador. Com 12 faixas inéditas, o trio expande a mistura de forró, baião, xote e MPB que marcou a primeira (e premiada) edição do projeto, incluindo releituras de sucessos populares como “As Quatro Estações”, de Sandy & Junior, e “Se Ela Dança Eu Danço”, hit de MC Leozinho.

O novo disco chega embalado pelo alcance nacional da estreia de “Dominguinho”, gravada em Olinda e transformada em turnê de grande público pelo país. Em abril de 2026, os artistas celebraram a trajetória do projeto com um show no Allianz Parque, em São Paulo, diante de mais de 50 mil pessoas, além da conquista do Grammy Latino de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa. Nas redes sociais, o trio anunciou o lançamento em tom festivo: “Eu prometi spoiler e entreguei esse banqueteeeee!”, brincaram.

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A coroação de “Dominguinho vol. 1” (e de outros projetos de associados UBC) no Prêmio Multishow 2025

Dimitri Cervo: estações bem brasileiras

O compositor e pianista Dimitri Cervo lançará em julho seu novo álbum autoral, “As Quatro Estações Brasileiras”. Gravado com participação do violinista Cármelo de los Santos e do grupo Solistas La Salle, sob regência do próprio compositor, propõe uma releitura singular do conceito das estações do ano a partir da diversidade geográfica, climática e cultural do Brasil.

Em quatro movimentos — “Primavera Amazônica (alvorecer)”, “Verão Nordestino (danças)”, “Outono Pantaneiro (águas)” e “Inverno Pampeano (pôr do sol)” —, Cervo constrói uma paisagem sonora que evoca fenômenos naturais, tradições e identidades regionais, estabelecendo um diálogo contemporâneo com os célebres ciclos de Vivaldi e Piazzolla, mas sob uma perspectiva genuinamente brasileira.

Além da obra que dá título ao álbum, o repertório reúne o “Concerto para Violino e Cordas – Série Brasil 2010 nº 6”, estreado em 2012 por Emmanuele Baldini, a “Elegia Fantasia – Série Brasil 2000 nº 7”, para orquestra de cordas, e a “Suíte Brasileira” para violino solo, composta pelos movimentos “Prelúdio”, “Maracatu”, “Cantiga de Cego”, “Dança Negra” e “Desafio”.

A gravação foi realizada em 2025 na Capela La Salle, em Canoas (RS), com engenharia de som de Fabiano Cordella e masterização de Marcos Abreu, e o lançamento é do selo Azul Music.

Elisa de Sena
Papatinho

A Bahia de Lazzo Matumbi

Aos 69 anos, Lazzo Matumbi prepara uma celebração da música baiana na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, no próximo dia 24 de julho. Intitulado “Matumbi Canta a Bahia”, o espetáculo será gravado para um audiovisual especial, a ser lançado nos próximos meses, e reunirá no palco artistas de diferentes gerações, como BaianaSystem e Rachel Reis. Com direção artística de Manno Góes e direção musical de Ubiratan Marques, o show propõe um passeio pela diversidade sonora da Bahia, conectando clássicos de Dorival Caymmi, João Gilberto e Novos Baianos à produção contemporânea do estado.

Dono de uma trajetória marcada pela valorização da ancestralidade negra e dos ritmos afro-baianos, Lazzo consolidou seu nome como uma das vozes mais importantes da cultura brasileira. Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, o cantor transitou entre samba-reggae, ijexá e reggae, além de estabelecer parcerias com nomes como Pitty, Larissa Luz, IZA e Liniker. Entre os sucessos do artista estão “Alegria da Cidade”, eternizada na voz de Margareth Menezes, e canções como “14 de maio” e “Me Abraça e Me Beija”.

Chá da Glória

Celebrando dez anos de carreira, Gloria Groove lançou em maio o single “O Chá”, faixa que marca seu retorno ao pop após o sucesso do projeto de pagode “Serenata da GG”. Com produção de Ruxell e arranjos de Rafael Castilhol, a música aposta em uma sonoridade pop-reggae, clima praiano e letras carregadas de humor e duplo sentido. O lançamento veio acompanhado de videoclipe dirigido por Poliana Feóla, no qual Gloria interpreta três personagens já conhecidos do público: Mary Jane, Lil Haze e Goldie, apresentados originalmente no universo do single “Sedanapo”, em 2019.

“Queria celebrar os 10 anos de Gloria Groove de uma maneira especial, criando algo que também funcionasse como um presente para quem acompanha minha trajetória de perto”, ela afirma.

Envolvida em todas as etapas da criação, da composição ao conceito visual, a cantora e compositora reforça sua faceta que agrada em cheio ao fãs, que lhe deram mais de 400 milhões de reproduções só com o repertório de “Serenata da GG”.

Paulo Cesar Baruk
Herminio

Luis Carlinhos, dupla celebração

O cantor e compositor carioca Luis Carlinhos, que celebra neste mês de junho seus 50 anos, vem rodando o Estado do Rio com uma série de apresentações da turnê “Palco 30/50 Vida”. É que, também em 2026, ele comemora as três décadas de uma carreira plural, estourada na banda Dread Lion, ícone do reggae nacional nos anos 1990 e 2000.

Nos últimos tempos, Luis Carlinhos tem se destacado em composições originais para crianças, dentro do projeto Macatchula, mas sem deixar de lado a veia autoral para adultos.

“Estou lançando um álbum que gravei ao vivo no ano passado, pela Music Box. O Dread Lion está se reencontrando. Eu estou trazendo às plataformas digitais um EP com releituras do Peter Tosh (mítico compositor jamaicano), das quais três eu já tinha lançado como singles… E continua o projeto infantil. Nestes 30 anos de carreira, estou condensando tudo isso”, diz à UBC Luis Carlinhos que, no material de divulgação do projeto “30/50”, resume o sentimento de revisitar as conquistas de toda a carreira: “Nessa ideia de que tem muito chão até aqui, não se pode deixar de olhar para trás com carinho e gratidão pelo que se fez e se é.”

Pabllo Vittar, internacional

Pabllo Vittar vai levar o projeto “Club Vittar” para sua primeira turnê internacional como DJ, com 12 apresentações entre Estados Unidos, Europa e Reino Unido entre junho e julho. A estreia acontece no Denver Pride Festival, no Colorado, no dia 27 de junho, antes de seguir por cidades como San Francisco, Los Angeles, Fire Island e Nova York. Na sequência, a artista desembarca em Dublin, Londres, Paris, Berlim e Amsterdã, encerrando a série de shows em festivais ligados à cena LGBTQIA+ e à música eletrônica europeia.

Além das apresentações, Pabllo também assina a curadoria de um dos palcos do festival As One In The Park, em Londres, reunindo nomes da cena eletrônica brasileira como Filipe Guerra, Miss Tacacá e Mario Beckman. “Fiz algumas turnês em outros países ao longo dos meus 10 anos de carreira, mas agora será a primeira vez que vou me apresentar fora do Brasil como DJ. Estou muito empolgada!”, afirmou a cantora sobre a internacionalização do projeto, que amplia a presença de Pabllo Vittar na cena global da música eletrônica.

Elba e Romero
Herminio

Fresno: um ‘adeus’ que é um retorno

O cantor e compositor carioca Luis Carlinhos, que celebra neste mês de junho seus 50 anos, vem rodando o Estado do Rio com uma série de apresentações da turnê “Palco 30/50 Vida”. É que, também em 2026, ele comemora as três décadas de uma carreira plural, estourada na banda Dread Lion, ícone do reggae nacional nos anos 1990 e 2000.

Nos últimos tempos, Luis Carlinhos tem se destacado em composições originais para crianças, dentro do projeto Macatchula, mas sem deixar de lado a veia autoral para adultos.

“Estou lançando um álbum que gravei ao vivo no ano passado, pela Music Box. O Dread Lion está se reencontrando. Eu estou trazendo às plataformas digitais um EP com releituras do Peter Tosh (mítico compositor jamaicano), das quais três eu já tinha lançado como singles… E continua o projeto infantil. Nestes 30 anos de carreira, estou condensando tudo isso”, diz à UBC Luis Carlinhos que, no material de divulgação do projeto “30/50”, resume o sentimento de revisitar as conquistas de toda a carreira: “Nessa ideia de que tem muito chão até aqui, não se pode deixar de olhar para trás com carinho e gratidão pelo que se fez e se é.”

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