por_Ricardo Silva • de_São Paulo
Ela é uma multi-instrumentista autodidata de ouvido absoluto e, embora tenha só 28 anos, já acumula 11 de uma carreira cheia de sucessos. O primeiro hit, lançado após assinar contrato com a gigante Sony Music, foi “Saudade Nível Hard”, fenômeno nas rádios e plataformas com mais de 136 milhões de execuções no Spotify e 80 milhões no YouTube.

Yasmin Santos: 'Gostaria de ser lembrada como uma artista que cantou a sua verdade'
Desde então, a paulista Yasmin Santos dividiu palco e gravou com Marília Mendonça, Maiara & Maraisa, Wesley Safadão, Gustavo Mioto, Bruno & Marrone e Simone Mendes. Lançou projetos como “Yasmin Santos Ao Vivo em São Paulo”, “Foguete Não Tem Ré, Ao Vivo em Goiânia” e “Eu, Yasmin Santos”, colhendo algumas centenas de milhões de streams mais, e alcançando o cobiçado Top 50 do Spotify Brasil. E, principalmente, acabou sendo indicada pela primeira vez ao Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira 2026.

Um turbilhão que poderia virar a cabeça de qualquer um. Mas não a desta jovem que parece saber perfeitamente quem é e para onde vai. “Nunca esqueço da menina que sonhava em viver de música e que começou cantando por amor. Quando subo no palco e vejo as pessoas cantando minhas músicas, eu lembro exatamente do motivo que me fez começar. É isso que me mantém conectada com a minha essência”, ela diz nesta entrevista com a Revista.
REVISTA UBC: Em meio a esse redemoinho de parcerias, feats, indicações a prêmios, tem sobrado tempo para compor?
YASMIN SANTOS: Eu sempre tento reservar um tempo para a composição, porque é uma das partes que eu mais amo na música. Às vezes, a rotina fica muito corrida por causa dos shows, gravações e compromissos, mas as ideias surgem o tempo todo. Meu processo criativo geralmente vem das minhas vivências, das histórias que escuto das pessoas e de tudo que eu sinto. Ultimamente tenho vivido muita coisa nova, então isso acaba alimentando bastante minha criatividade. Nem sempre sento para compor com hora marcada, muitas músicas nascem de uma conversa, de uma frase ou de algo que me marcou naquele dia.

Com quase milhões de seguidores nas redes e plataformas, é natural que exista uma cobrança silenciosa para estar sempre presente, produzindo e performando felicidade. Como você lida com isso emocionalmente?
Aprendi que ninguém consegue estar bem o tempo todo. As redes sociais mostram só uma parte da nossa vida, mas por trás existe uma pessoa com sentimentos, desafios e dias difíceis como qualquer outra. Hoje tento ser mais equilibrada com isso e respeitar meus momentos. Quando preciso desacelerar, desacelero. Acho importante mostrar gratidão pelo carinho das pessoas, mas sem esquecer de cuidar da minha saúde emocional.

28 anos de idade, 11 de carreira: força feminina no sertanejo
O sucesso para você chegou rápido. O que faz para manter os pés no chão e não perder a conexão com o motivo que a fez cantar lá no começo?
Minha família tem um papel muito importante nisso. Eles me lembram diariamente de quem eu sou e de onde eu vim. Além disso, nunca esqueço da menina que sonhava em viver de música e que começou cantando por amor. Quando subo no palco e vejo as pessoas cantando minhas músicas, eu lembro exatamente do motivo que me fez começar. É isso que me mantém conectada com a minha essência.

Quando você olha para a trajetória que está construindo, qual legado artístico gostaria de deixar lá adiante?
Eu gostaria de ser lembrada como uma artista que cantou a sua verdade e que conseguiu tocar a vida das pessoas através da música. Se minhas canções ajudarem alguém a superar um momento difícil, a viver uma história de amor ou simplesmente a se sentir representado, já vou me sentir realizada. Também espero contribuir para abrir cada vez mais espaço para as mulheres dentro do sertanejo. •













