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Como são calculados, arrecadados e distribuídos os valores de um grande show como o de Shakira?

REVISTA UBC:

O critério que baseia quanto será cobrado pela execução pública de obras musicais num show é bem claro e objetivo. Via de regra, quando há bilheteria, cobra-se 10% da receita bruta obtida pela organização pela venda das entradas. Quando não há cobrança de ingresso, caso do megashow gratuito de Shakira na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, o valor passa a ser de 0,109 UDA (unidade de direito autoral) por metro quadrado da área do local onde ocorre a apresentação.

Em 2026, a UDA está cotada em R$ 107,31. E cabe aos produtores do show fazer o cálculo e o pagamento do valor ao Ecad, para posterior distribuição pelas sociedades de autores, como a UBC.

Como se tratava, aqui, de um show internacional, a maioria dos titulares de direitos autorais possivelmente será estrangeira. Portanto, a UBC e outras sociedades de autores enviarão os valores às respectivas entidades estrangeiras que representam esses titulares. Já os autores (ou seus representantes) das músicas brasileiras cantadas (como “O Leãozinho” e “O Que É, O Que É”) receberão o dinheiro por meio da UBC, já que ambos, Caetano Veloso e Gonzaguinha, têm seu repertório representado por nós.

Vale lembrar que apenas os compositores recebem algo, e não os intérpretes ou produtores fonográficos das versões originais. Isso ocorre porque, à exceção de alguns samples pré-gravados, um show ao vivo como o de Shakira não envolve o uso de gravações, e sim de reinterpretações de obras musicais ali na hora.

Para facilitar o processo de verificação das músicas que são tocadas num show ou festival, a UBC disponibiliza uma ferramenta chamada Informe Seu Show, presente no nosso site, para que você, titular, também possa informar os seus shows ou os shows de outros intérpretes que executam suas músicas, facilitando o processo.

As distribuições de Shows (que, não custa repetir, só incluem os direitos autorais, e não os conexos) ocorrem em todos os meses do ano.

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